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domingo, 9 de dezembro de 2018

É possível reconciliar Ciência e Espiritualidade?

Essa reconciliação já começou com  o diálogo das tradições científica e espiritual. 


   A maior parte da bilogia e da psicologia, assim como  virtualmente todas as nossas ciências sociais, são praticadas sob uma base newtoniana. A ciência newtoniana nos deu alguns preconceitos resistentes - como o determinismo, a objetividade forte e o materialismo - que são adequados quando investigamos a ordem do mundo exterior. Mas o propósito da espiritualidade da religião é investigar nossa realidade interior, é pôr em ordem nossa vida interior, na qual normalmente reinam a desordem, o conflito e a inquietação. A busca espiritual é procurar a felicidade para além da discórdia; é uma investigação da consciência. Como a espiritualidade exige que a consciência desempenhe um papel fundamental, é difícil, se não impossível, encontrar um lugar para a espiritualidade numa ciência objetiva e materialista. 

   O paradigma atual, há uma janela aberta para a oportunidade, uma janela visionária, através da qual se pode reconhecer que a consciência tem um papel decisivo na configuração da realidade; a espiritualidade pode, portanto, ser reconciliada com a ciência. 


   A palavra latina quantum  quer dizer quantidade, e significa uma quantidade discreta e descontínua. Na física quântica, as coisas mudam em modos contínuos e descontínuos. A mudança contínua é causada materialmente, mesmo na mecânica quântica. Mas o que provoca a mudança descontínua? Se postularmos que a consciência causa a mudança, nós teremos a preposição que induz a substituirmos uma paradigma divisivo por um outro paradigma, que integra ciência e espiritualidade. 

   Na ciência, quando uns poucos cientistas descobrem as leis de ordem universal, o trabalho está concluído; o restante das pessoas pode ler os trabalhos desses cientistas, e isso basta para poder apreciar a harmonia do mundo exterior. No domínio da espiritualidade, no entanto, personagens como Buda, Platão, Lao-Tsé, Moisés, Jesus e Maomé deram grandes passos. Mas suas descobertas não proporcionaram harmonia nem felicidade para todos. De modo geral, nós, ainda hoje, continuamos sendo  uma turma violenta e infeliz. Por que é assim? 

   O objetivo da espiritualidade leva muito mais tempo para ser atingido, porque a realização espiritual e a felicidade de uma pessoa não se propagam para outras. Encontrar a felicidade e instituir uma harmonia interior são processos essencialmente individuais. 


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