As experiências de percepção primária ocorrem com o primeiro colapso das ondas quânticas de possibilidades no complexo mente-cérebro que surge em resposta a um estímulo. A "divisão" da consciência una em um sujeito ou objeto ocorre nesse nível, mas o sujeito ainda é universal. Esse eu universal - o eu quântico- é o eu transpessoal da psicologia transpessoal.
Mas as experiências (observações quânticas na mente-cérebro individual - causam memória. As experiências de percepção secundária - pela reflexão, no espelho da memória, num complexo mente-cérebro individual - proporcionam uma sensação de identidade pessoal, o ego. A capacidade de refletir surge como parte do processo de percepção secundária. O obscurecimento da hierarquia entrelaçada do processo primário é fundamental para nossa identificação, ao modo de uma hierarquia simples, com o nosso ego - o "eu".
Quando somos crianças, nós vamos descobrindo, à medida que crescemos, vários novos contextos de vida; todos nós somos interiormente criativos. À medida que nossos contextos se acumulam, no entanto, nós vamos ficando cada vez mais condicionados a operar com base em nosso repertório aprendido. Por fim quando adultos, nós nos fixamos bastante na modalidade condicionada do ego para a maior parte de nossos atos. Habituados dessa maneira, dependemos mais dos estímulos exteriores para obter felicidade. Parecemos ter perdido a chave da felicidade dentro de nós mesmos.
Vamos analisar esta estória:
Um jovem rapaz estava num dia de sol, na rua, procurando freneticamente alguma coisa. Um transeunte parou e perguntou: "O que está procurando rapaz?"
"Perdi minha chave; estou procurando minha chave", resmungou o jovem.
O transeunte começou a procurar a chave também.O tempo foi passando. "Onde perdeu sua chave, rapaz?" Perguntou ele.
"Na minha casa", - disse o rapaz.
"Então porque está procurando aqui, seu tolo?!" - gritou o homem nervoso.
"Há mais luz aqui", respondeu calmamente o jovem.

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